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Evento: 122º Festa do Divino do Espirito Santo do Vale do Guaporé - Chegada do Divino em Porto Murtinho - 1ª Parte

O Imperador e a Imperatriz da festa em Pimenteiras presidem o início da Festa do Divino.

A 122ª edição da Festa do Senhor do Divino Espírito Santo começa no domingo de Páscoa, com a saída da Igarité do Divino, com seus remeiros, cantores, mestres e guardiões dos símbolos, que parte da localidade de Pimenteiras , no Rio Guaporé e visitam perto de 50 comunidades até chegar na quarta-feira anterior ao domingo de Pentecostes à cidade de onde se dará o encerramento, neste ano Porto Murtinho.
A Festa do Divino Espírito Santo no Rio Guaporé é o segundo festejo religioso mais antigo da Amazônia, superado apenas pelo Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Ao contrário de similares que acontecem em vários estados brasileiros, no Guaporé não existe cavalhada ou luta entre “mouros” e “cristãos”, sendo o deslocamento feito todo por via fluvial.
Trazida da região de Cuiabá em 1894, a Festa do Divino visita as comunidades brasileiras e bolivianas ao longo dos vale do

Guaporé. Na década de 1930 as celebrações foram normatizadas pelo Bispo Dom Francisco Xavier Rey "Dom Rey".

As sedes são sempre escolhidas no ano anterior quando também são sorteados, dentre os membros da Irmandade as

principais autoridades da próxima Festa, o imperador, a imperatriz e outros componentes da coordenação. Com ritos próprios

e ritmos específicos, as celebrações atraem milhares de pessoas, especialmente na sede do encerramento.

O Barco do Divino leva dentro a Arca contendo a Coroa, a Bandeira, o Cetro as Toalhas do altar e os livros de Ata. Após o encarregado da Coroa receber a arca, o Barco do Divino inicia sua peregrinação ao longo do rio Guaporé, por quarenta dias,

até o final da Festa, colhendo óbolos (esmolas) entre os ribeirinho, o final da festa dá-se no dia de Pentecostes.

Ao aproximar-se de cada povoação, 0 Barco do Divino anuncia a sua chegada através de ronqueira (artefato confeccionado

em madeira com um cano de ferro por onde é introduzido a pólvora), três buzinadas em chifres de bois, e mais próximos, os remeiros entoam cânticos de chegada e fazem a "meia Lua", em frente ao porto, que consiste em três voltas circulares com, o barco, antes de aportar. As remadas são cadenciadas e os romeiros espargem água para o alto entre uma remada e outra. 0 caxeiro, inicia o toque do tarol.

Fonte: divinodoguapore.blogspot.com.br

Local: Porto Murtinho - São Francisco do Guaporé-RO

Data: 11 a 15/05/2016

Fotos: Carlos Neves

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