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Rondônia: Enchente afeta mais de 500 mil pessoas e ameaça abastecimento em Rondônia

Publicado Afotorm - 17/02/2014

Estado declarou situação de emergência e Defesa Civil pede que população economize combustível e evite viagens

Foto: Assessoria.

"O nível do rio Madeira chegou a 17,38 metros nesta sexta-feira (14). A previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) é que chegue a 18m no dia 20..."

A coordenadoria da Defesa Civil de Rondônia apresentou, nesta sexta-feira (14), mapeamento dos locais afetados pela inundação do rio Madeira e as atividades da Operação Enchente nas últimas 24 horas. Conforme a pasta, estão em situação de emergência as cidades de Rolim de Moura, Santa Luzia do Oeste, Nova Mamoré, Guajará-Mirim e Porto Velho, juntamente com o distrito de Jacy-Paraná. Segundo estimativa, 570 pessoas são afetadas pelas inundações nos seis municípios.

O nível do rio Madeira chegou a 17,38 metros nesta sexta-feira (14). A previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) é que chegue a 18m no dia 20. "A estimativa do dia 20 foi feita há 10 dias, consideramdo margem de erro de 25cm", explica a representante do Sipam, Ana Paula Strava. Sobre o cenário após esta data, a especialista afirmou que "a perspectiva é que o nível do rio se mantenha acima das médias históricas até a primeira semana de março".

O coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, José Pimentel, espera que o nível do rio não ultrapasse os 18 metros. "Se isso acontecer nós vamos atingir uma área muito grande no município", preocupa-se. Último levantamento feito na quinta-feira (13) registrou 345 famílias retiradas de áreas de alagações na cidade. Destas, 65 famílias estão abrigadas na Escola Maria Izaura, no bairro Costa e Silva, e outras 50 estão no Ginásio da escola Eduardo Lima e Silva.

Pimentel disse ainda que o consórcio responsável pela usina de Santo Antônio ajudou no realocamento de famílias do Baixo Madeira para o reassentamento Novo Engenho Velho, que também fica na margem esquerda do rio. ''Parte dos moradores foram para casa de parentes e a Arquidiocese disponibilizou igrejas católicas para servirem de abrigo. A Escola Maria Izaura está com sua capacidade esgotada. A Prefeitura locou alguns apartamentos que serão liberados a partir de amanhã (15). São apartamentos que vão abrigar 40 famílias'', afirma.
Segundo Pimentel, esses abrigos ainda não são suficientes, mas já foi solicitado apoio do Exército.

O Exército, segundo o coordenador, pode fornecer barracas com capacidade para 14 famílias e precisa do respaldo do Ministério da Defesa para o Kit 100, estruturas que atenderão a 100 famílias. A Coordenadoria da Defesa Civil de Porto Velho conta com cerca de 200 pessoas em campo para o trabalho de apoio aos desabrigados.
Para o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Ubirajara Caetano, as áreas mais críticas em Porto Velho estão na parte ribeirinha. Ele listou regiões na margem direita fo Baixo Madeira, a área próxima à Estrada do Belmont onde se concentra as indústrias petrolíferas e os distritos de Jacy-Paraná e a Fortaleza do Abunã.

Ainda segundo o coronel, bases de apoio serão montadas em Guajará-Mirim e nas comununidades ribeirinhas de Porto Velho: Calama e São Carlos. Essas bases fornecerão alimentos e medicamentos pas as famílias atingidas pelas alagações.

Monitoramento aéreo
O coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Ubirajara Caetano, realizou um voo de Porto Velho até próximo a usina de Jirau, no distrito de Jaci-Paraná para ter dimensão dos alagamentos nessas áreas. Foram identificados pontos crítico como o da ponte sobre o rio Araras, que dá acesso a Guajará- Mirim. As águas também ameaçam invadir a ponte em Jacy-Paraná, na BR-364. O nível da água já está no limite da ponte.
Além do isolamento de comunidades no Baixo Madeira, a Defesa Civil alerta que a enchente causa transtornos para o abastecimento de combustível. O coordenador da Defesa Civil de Rondônia explicou a logística do combustível em Rondônia. "Todo combustível, diesel e gasolina vem das refinarias de Manaus, entra em Rondônia pelo rio Madeira e é transferido para os caminhões. A transferência de combustível é por tubulação e se o nível do rio aumentar vai encobrir a tubulação e paralisar a atividade", afirma.
O coordenador pede a colaboração da população. "Aqueles que não precisam utilizar carros, não utilizem. Aqueles que pensam em ir para Guajará-Mirim, esqueçam porque não tem estrada. Nem para o Acre se for só para turismo. É um desastre natural, então evitem de usar as rodovias. É muita chuva, é perigoso tem as questões dos acidentes'', afirma. O coronel disse ainda que o combustível já estão sendo racionados para a Termo Norte.
O problema de abastecimento de combustível também ameaça a distribuição de energia da Termo Norte faz para Rondônia, Acre e Mato Grosso. O coronel Caetano disse que já tem um planejamento caso isso aconteça. ''Vamos avisar o ministro de Minas e Energia para autorizar a gente a fazer uma operação simples que faz com que a energia da Termo Norte seja complementada com a energia gerada pelas usinas de Jirau e Santo Antônio'', afirma.
Efetivo
Para a Operação Enchente são utilizados três helicópteros, dois aviões, oito carros, cinco embarcações e seis caminhões. Também foi empregado um efetivo de cerca de 170 servidores nas primeiras 24 horas da operação, sendo bombeiros, soldados, voluntários e funcionários municipais. A Operação enchente retirou 212 famílias em áreas de riscos e realizou o salvamento de pessoas isoladas pela inundação dos Alto a Baixo Madeira.
Na quinta-feira (12), o governador Confúcio Moura decretou situação de emergência por causa das cheias dos rios em Rondônia. A etapa de situação de emergência mostra que os desastres ambientais são graves, mas ainda não é a fase mais caótica. Quando a situação está fora de controle, aí sim é decretado estado de Calamidade Pública, que é a classificação mais grave do problema.





 



 

Fonte: www.portalamazonia.com