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Cooperativas nacionais levam produtos a evento na Alemanha

Publicado Afotorm - 17/02/2014

Agricultores orgânicos do Pará, Acre e Rondônia buscam ganhar mercado internacional

Foto: Assessoria.

"Os agricultores cooperados trabalham com produção orgânica há mais de 15 anos e há quatro anos têm o Ecocert, certificado orgânico internacional, válido para União Europeia, Estados Unidos e Brasil..."

A Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam), de Medicilândia, no Pará, participa pela sexta vez da maior feira internacional de negócios do setor orgânico, a Biofach. O evento ocorre em Nurembergue, na Alemanha, até sábado (15). O principal produto da Copoam é o cacau orgânico em amêndoa produzido por 27 agricultores familiares associados. São 600 toneladas por ano.
A cooperativa integra o Programa de Produção Orgânica na região Transamazônica e Xingu, com outras cinco cooperativas do estado, onde reúne 110 cooperados. "A região é propícia para o cacau. Já temos uma cadeia de produção estabelecida", destaca o coordenador comercial da Copoam, Jedielcio de Jesus Oliveira. Além do cacau, os associados da Copoam produzem cupuaçu, açaí, pimenta e café orgânicos - ainda em pequena escala.
De acordo com Jedielcio, a cooperativa comercializa com três grandes empresas brasileiras de São Paulo. Uma utiliza o cacau na produção de sabonetes e duas na fabricação de chocolates orgânicos. Também vendem para uma empresa da Áustria, com certificado Fair Trade (comércio justo). O coordenador conta que também participam do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Formação de Estoques.
Na Biofach deste ano, Jedielcio espera potencializar os negócios com empresas europeias. "A Feira é uma porta para o mercado orgânico internacional, sobretudo o europeu. Já conseguimos marcar presença e vemos grandes oportunidades de expandir a venda de um produto que vem da Amazônia. Queremos ter contato com empresas que ainda não trabalham com o cacau brasileiro", acredita.
Acre
Com 2,5 mil famílias associadas, 30 associações e cooperativas filiadas, a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Acre (Cooperacre) produz castanha, polpa de frutas e látex. Entre os dias 12 e 15 de fevereiro, a cooperativa também vai negociar suas castanhas na Biofach 2014.
"Na feira internacional, queremos captar outros mercados, para produzir mais, aumentar nosso estoque, melhorar nossa cooperativa e agregar valor ao trabalho dos agricultores familiares", observa a diretora da Cooperacre, Maria de Fátima do Nascimento, 41 anos, também produtora e extrativista.
Esta é a primeira participação da Cooperacre na Biofach. "Já participamos de feiras nacionais, estamos prospectando mercado em vários estados do Brasil e queremos inserir o produto no mercado internacional", diz a diretora. Ela destaca o aumento da produtividade da cooperativa em 2014. "Temos duas indústrias de castanha e estamos concluindo a terceira, o processamento mensal vai passar de 100 mil toneladas para 400 mil toneladas de castanhas."
Internamente, o produto é vendido para 12 estados (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande Norte, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul), sendo 500 toneladas para uma das maiores empresas do mundo de alimentos e usadas na fabricação de barras de cereais, granola e biscoitos. As vendas começam no mês de março, pois a cooperativa compra toda a castanha dos produtores no período de dezembro a meados de fevereiro, quando ocorre a colheita.
Os produtos da Cooperacre têm o Selo da Agricultura Familiar e o Ecocert, certificado orgânico internacional, válido para a União Europeia, Estados Unidos e Brasil.
Os associados têm o suporte de engenheiros agrônomos da cooperativa para a preservação do meio ambiente e sobre a importância, para a própria atividade extrativista, da conscientização ambiental dos produtores.
Café e guaraná
Café, castanha do Brasil e guaraná orgânicos, produzidos em Rondônia, também estarão na feira internacional de negócios do setor. Os produtos são da Cooperativa dos Produtores Rurais Organizados para Ajuda Mútua (Coocaram), formada por 230 agricultores familiares de 12 municípios do entorno de Ji-paraná (RO).
Os agricultores cooperados trabalham com produção orgânica há mais de 15 anos e há quatro anos têm o Ecocert, certificado orgânico internacional, válido para União Europeia, Estados Unidos e Brasil. Os produtos em grãos e processados atendem as exigências do mercado internacional. "Estamos totalmente preparados para atender as condições e especificações pedidas pelos clientes", diz o gerente de comercialização da cooperativa, Leandro Martins.
Quais as exigências do mercado? "Eles querem saber o tamanho do grão, a quantidade de cafeína, a umidade do produto, no caso do café, e no caso do guaraná, por exemplo, a ficha técnica, com a quantidade de nutrientes", exemplifica o gerente. Mas os produtos da cooperativa preenchem todos os requisitos necessários; o resultado é a venda do café para a Alemanha e a Itália e do guaraná para a França.
A Coocaram participou da Biofach em 2010 e em 2011. Na segunda participação, vendeu 1080 sacas de café, em torno de R$ 300 mil, para o exigente mercado alemão. "Estar presente num evento como este gera credibilidade. Os clientes observam sua permanência no mercado e qualidade do produto. Estamos em reunião com compradores italianos para fechar negócios com nosso café", adianta Martins.
A cooperativa tem capacidade de produzir 800 toneladas por ano, sendo 150 de produtos orgânicos. O faturamento anual é de R$ 2 milhões. Além de vender para Rondônia, seus produtos despertaram interesse em outros estados brasileiros - São Paulo, Bahia, Paraná, Pará e Amazonas.
A Feira
A Biofach recebe cerca de 30 mil visitantes a cada edição. Este ano, são 13 os empreendimentos da agricultura familiar brasileira que participam do evento. A exposição das cooperativas será no Pavilhão do Brasil – Agricultura Familiar, com 112 m² - e terá representantes do AC, BA, MG, PA, PE, PI, RS e RO.
A participação desses empreendimentos é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Embaixada do Brasil em Berlim.




 



 

Fonte: www.tribunahoje.com