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Cheia do Madeira alaga vários pontos das rodovias federais em Rondônia

Publicado Afotorm - 11/03/2014

Segundo a PRF, cheia afeta as BRs 364, 425 e 319 em Rondônia.
Acesso ao Acre está restrito. Rota alternativa foi criada para Guajará-Mirim.

Foto: Assessoria.

"Em alguns pontos, a pista está interditada e em outros, o trânsito flui mas a água cobre a rodovia..."

A cheia histórica do Rio Madeira em Rondônia vem causando vários transtornos para quem precisa sair de Porto Velho, Guajará-Mirim e chegar até o Acre e o Sul do Amazonas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a cheia afeta vários trechos das rodovias federais BRs 364, 425 e 319. Em alguns pontos, a pista está interditada e em outros, o trânsito flui mas a água cobre a rodovia. Nesta segunda-feira (10), a cota registrada no Rio Madeira foi 19 metros, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA). O nível histórico do Rio Madeira ultrapassa em mais de um metro o último registro de enchente com grandes consequências, em 1997, de 17,52 metros.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-425, que liga Porto Velho à Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia está interditada até Nova Mamoré, nos quilômetros 44, 48 e 58. Há alagamentos entre Nova Mamoré e Guajará-Mirim. O transbordamento do Rio Araras, afluente do Rio Madeira, sobre a ponte que liga à rodovia, obrigou os motoristas a passarem por uma rota alternativa.
Por causa das condições precárias da BR-421, via de acesso alternativa até Guajará-Mirim, a viagem é longa e vários manifestações já aconteceram pedindo a liberação da rodovia por dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim, o que foi proibido pelo Ministério Público Federal. Para chegar até a fronteira do Brasil com a Bolívia, em Guajará-Mirim, o motorista precisa entrar em União Bandeirantes e seguir até Nova Dimensão, de onde vai para Nova Mamoré, para retornar a BR-425. No quilômetro 100 da rodovia há água sobre a pista, mas o trânsito ainda está fluindo.

Já na única via de acesso terrestre entre Rondônia e Acre, a BR-364, tem vários pontos alagamento. Na região de Velha Mutum e Jacy-Paraná, somente caminhões conseguem fazer a travessia durante o dia. A noite, todo o fluxo de Porto Velho até o distrito Abunã está proibido.
Em Jacy-Paraná, a PRF informa que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes está fazendo reparos na via e por conta disso há interrupções temporárias do tráfego para manobras das máquinas.
Em Abunã, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), fez uma atracadouro alternativo para que a balsa que faz a travessia para o Acre possa continuar operando. Os motoristas reclamam que o local não funciona adequadamente por causa do solo enxarcado.
Nos quilômetros 8, 78, 868 e 882 uma lâmina d'água com cerca de 90 centímetros cobre a pista e o trânsito está restrito a caminhões.
Na saída para o Sul do Amazonas, a BR-319 registra um ponto de alagamento logo após a balsa, mas o fluxo de veículos está permitido para todos os tipos de veículos.

Porto Velho
Na capital, pelo menos 12 bairros foram atingidos. A região central é a mais afetada, com 11 ruas e avenidas interditada para o trânsito de veículos. No total, mais de 10,5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas porque foram atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira.
De acordo com o tenente coronel Demargli da Costa Farias, da Defesa Civil Estadual, que acompanha o comportamento do rio, a cota histórica pode começar a estabilizar quando atingir 19,20 metros


 





 

 



 

Fonte: g1.globo.com/ro