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Rondônia: Ações para minimizar efeitos da cheia do Rio Madeira

Publicado Afotorm - 07/08/2014


Foto: Assessoria.

"Ele acrescentou ser de grande importância o Governo Federal se inteirar de todos os problemas para trabalhar as soluções..."

O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif e um grupo de secretários municipais, estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira (4), com representantes do Ministério da Integração Nacional, Controladoria Geral da União (CGU) e Defesa Civil Nacional. Durante o encontro que aconteceu no gabinete do prefeito, eles trataram sobre as ações voltadas para minimizar os impactos causados pela cheia do Rio Madeira. Membro da CGU, Leandro Rocha, coordenador dos trabalhos que vai apontar o diagnóstico do que está sendo feito, liderou o grupo oriundo de Brasília (DF). "Ele disse que o objetivo da comissão não é apontar erros, mas ajudar a esclarecer as dúvidas. "Esta é uma oportunidade para a prefeitura mostrar o que está sendo feito e apontar problemas e dificuldades, pois sabemos que muita coisa positiva foi realizada", afirmou. Ele acrescentou ser de grande importância o Governo Federal se inteirar de todos os problemas para trabalhar as soluções.

O chefe da CGU em Rondônia, Ricardo Plácido, endossou as palavras de Leandro Rocha ao afirmar que o foco dos trabalhos não é fiscalizar a aplicação de recursos, mas conhecer as ações realizadas tanto pelo Município, quanto pelo Estado e o Governo Federal. "Precisamos saber o que foi feito e o que é necessário recomendar ou discutir para elaborarmos um diagnóstico dessa realidade", comentou. "Nossa missão é trabalharmos para agilizar as ações do Ministério da Integração Nacional. Vamos colher todos os elementos necessários que nos faça entender o que está sendo feito em prol da cidade, e ao mesmo tempo prestar orientações. O fundamental é fomentar as ações", declarou o representante da Defesa Civil Nacional, Roney Rios.

Preocupações

Conforme Mauro Nazif, a maior preocupação da gestão municipal é com os riscos de uma nova enchente de grandes proporções e com o desbarrancamento das margens do Rio Madeira, por conta da construção das hidrelétricas. "O rio está assoreado e todo beiradão comprometido com várias estruturas abaladas. Porque antes as águas baixavam logo e agora não?", indaga.

Na avaliação de Nazif, três pontos estruturantes precisam ser trabalhados com o apoio do Governo Federal – a macrodrenagem, contenção das margens do rio e habitação para as três mil famílias atingidas pela enchente. Com relação ao último item, o prefeito garante que o Município tem condições de sanar 80% do problema, mas precisa que Brasília resolva alguns entraves, como o fato de poder contemplar com moradias somente famílias que tiveram suas casas alagadas por três enchentes, como determina uma portaria. "Como só pode ganhar casas quem sofre com enchentes há três anos? Salvamos vidas, resolvemos o problema das endemias, mas com relação às habitações estamos travados por essa norma do Governo Federal", lamenta Mauro Nazif. Por outro lado, o gestor faz questão de agradecer o apoio que teve e ainda está tendo dos governos Estadual e Federal, mas afirma que todo investimento feito pela prefeitura foi com recursos próprios.

Secretários

O secretário municipal de Planejamento, Jorge Elarrat, falou sobre o trabalho realizado pelo Município antes e durante pós enchente. Também demonstrou sua preocupação com a possibilidade de uma cheia até maior do que esta, devido ao assoreamento do Rio Madeira. "O Rio está assoreado. Áreas que eram profundas agora estão rasas", observou. Elarrart também pede que a União avalie sua co-responsabilidade por conta da construção das usinas do Madeira.

Já o secretário Domingos Sávio (Semusa), falou da necessidade de recuperar 12 unidades de saúde que foram afetadas, do trabalho para evitar epidemias e das despesas com combustíveis, todas custeadas pela prefeitura. O coordenador da defesa Civil Municipal, José Pimentel, foi outro que falou dos esforços realizados antes, durante e após a cheia. A reunião ainda contou com a presença de representantes da Semagric, Semusb, Semas e Semed, dentre outros órgãos municipais.
Ao final do encontro foi agendada uma nova reunião para a próxima sexta-feira, quando avaliarão o relatório que será preparado pelos técnicos de Brasília.



 

 

 




 

 

 

 

 

Fonte: www.rondonianoticias.com.br