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Rondônia, um pedaço da Amazônia - Parte 1

Publicado Afotorm - 05/11/2014

Relembre o desbravar de terras desconhecidas e o papel de Marechal Rondon na construção da história do Estado

Foto: Assessoria.

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Rondônia possui parte do bioma considerado mais rico do mundo. Foto: Reprodução/Shutterstock

PORTO VELHO – Cinco de setembro é celebrado o Dia da Amazônia, e a partir desta sexta-feira (5) o Portal Amazônia traz uma série de reportagens que mostram como está a preservação da biodiversidade em Rondônia. Nesta primeira matéria, você acompanha como os rios, a mata e o povo do Estado passou a ser conhecido pelo restante do País
Estado da Amazônia Brasileira, localizado na Região Norte, Rondônia faz divisa com o Amazonas ao norte, com o Mato Grosso ao leste, com o Acre ao oeste e ainda com a Bolívia, ao oeste e sul. De acordo com censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia tem uma população superior a 1,7 milhões habitantes.

Com uma área de 237.590,547 km², Rondônia preserva parte do bioma considerado o mais importante do mundo, a floresta amazônica. Mas durante muito tempo, Rondônia – com suas 52 cidades – era uma terra desconhecida do mundo, assim como toda a Amazônia.

 

 

 

Terras inexploradas

Um dos fatos históricos marcantes para o Estado foi a Comissão Rondon, uma expedição comandada pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, ou simplesmente marechal Rondon. Sua passagem por Rondônia, que na época ainda não havia se emancipado, marcou tanto que deu nome ao Estado.

Rondon, muito além de levar as linhas telegráficas, desbravou terras inexploradas e fez contato com os povos tradicionais do local. A missão de Rondon de levar as linhas telegráficas de Cuiabá (MT) a Santo Antônio do Rio Madeira, extinta cidade que ocupava uma área que hoje faz parte de Porto Velho, aconteceu no período de 1907 a 1915.

Para o autor do livro ''Caminhos de Rondon", o jornalista, escritor e superintendente estadual de Turismo, Júlio Olivar, apesar de Rondônia ter o nome em homenagem a Rondon, ele é muito pouco conhecido no Estado. ''No livro tem as pegadas que Rondon deixou no Estado'', aponta ele, para quem Rondon era um homem simples, mas muito idealista. Idealismo que levou ao desbravamento de Rondônia, através de rios e mata.

A missão de Rondon em levar as linhas telegráficas foi finalizada na extinta cidade de Santo Antônio do rio Madeira. ''Antes a região era absolutamente desconhecida do restante do Brasil e incomunicável'', conta. Na época, a cidade sediava o quarto distrito de telégrafo do país. O posto telegráfico do local foi inaugurado em 1915. ''Aqui era um município que pertencia ao Mato Grosso e com um marco divisor dos dois estados, Mato Grosso e Amazonas'', disse.

Pegadas de Rondon

Segundo Júlio, ainda restam em Rondônia da passagem de Rondon os postos telegráficos e os marcos históricos. '' A gente trouxe isso através de fotografia e de um registro com uma linguagem bastante acessível para que as pessoas possam compreender a importância dele no contexto do Estado'', considera.

E acrescenta: ''As pessoas vão ver que os lugares que elas vivem sejam quais forem em Rondônia têm marcas de Rondon. A BR 364, para se ter uma ideia, foi feita em cima de um traçado dele, dos postos telegráficos de Rondon. Rondônia deve muito à figura de Rondon. Algumas cidades do Estado tiveram o nome dado pelo marechal, que adorava dar nome as coisas de acordo com suas crenças positivistas'', afirma.

Para o escritor, Rondon foi importante para tornar onde hoje é o Estado de Rondônia conhecido pelo mundo. '' O mapeamento de toda essa região, a integração dessa região ao restante do país, a pacificação dos povos indígenas e primeiro contato com eles se deu através de um trabalho de Rondon que transcendeu a obrigação de ser militar, ele realmente era um idealista'', considera.

A obra

Para deixar o livro pronto, Olivar levou cerca de um ano. ''A proposta mesmo era registrar a passagem de Rondon por Rondônia'', conta. A obra que tem uma linguagem didática está distribuída em 200 bibliotecas do Estado e está à disposição nas livrarias. Para mais informações sobre a obra, o autor disponibiliza o e-mail julioolivar@hotmail.com.

Na próxima reportagem da série, que será publicada na próxima sexta-feira (12), você confere sobre a criação de unidades de conservação e demarcação de Terras indígenas para preservar o bioma de Rondônia.

 

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Extinta cidade de Santo Antônio do rio Madeira. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

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Marco divisório do Amazonas e Mato Grosso, em Porto Velho. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ft4 O autor do livro Caminhos de Rondon Júlio Olivar. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Vanessa Moura - vanessa.moura@portalamazonia.com

Fonte: portalamazonia.com