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Aula de vida

por Neri de Paula Carneiro

Publicado Afotorm - 01/03/2016



Hoje quero te convidar para uma reflexão sobre alguns de nossos posicionamentos em relação à vida e aos valores que prezamos. Ou seja, vamos nos perguntar o que vale a vida, para nós? A quê damos importância? E, para isso, te convido a pensar a partir de uma mensagem que recebi, pouco tempo atrás numa dessas tantas que circulam pela rede.
A mensagem diz o seguinte:


"Um professor, numa aula de filosofia, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e em silêncio começou a enchê-lo com bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos seus alunos:
- Vocês acham que o vidro está cheio?
Todos disseram que sim.
O pegou, então uma caixa com bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar:
- E agora, o vidro está cheio?
Novamente os alunos disseram que sim.
Em seguida, pegou uma caixa com areia e a despejou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele comentou com os alunos.
- Vocês, certamente me dirão que agora o vidro está cheio!
Entre risinhos incrédulos e sem entender bem as coisas os alunos disseram que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote, umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, então o professor lhes falou:
- Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golfe, são as coisas mais importantes, como Deus, a família, os filhos, os amigos. São aquelas com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todas as pequenas coisas; as vezes coisas insignificantes. Mas, se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são cruciais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos e amigos, saiam para se divertir em família, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, tenham fé em algo ou em alguém, pratiquem seu esporte favorito. Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golfe em primeiro lugar. O resto é apenas areia...
Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. O mestre lhe respondeu:
- Que bom que você me perguntou isso, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo"
Creio que esta historinha, que pode ser recontada das mais diferentes formas, nos convida à mesma reflexão, cobrando o mesmo posicionamento: trata-se de um convite a rever nossos valores. É comum vermos rodas de amigos, onde não ocorre conversa e interação, pois todos estão concentrados na areia das redes sociais. É comum ouvirmos dizer que fulano de tal esta com depressão porque se sente sozinho, mas tem milhares de "amigos" ou de "seguidores" ou seja lá o nome que se dê a esse universo paralelo que, a cada dia mais, está sufocando as coisas importantes de nossa vida.
Com isso podemos voltar à indagação inicial: a quê damos importância? Num grupo de amigos, preferimos contar piada e rir juntos ou nos isolamos na multidão? Preferimos apertar as teclas ou a mão de uma amigo? A quê damos valor?

 


Neri de Paula Carneiro
Mestre em educação, filósofo, teólogo, historiador
Rolim de Moura – RO