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Asteroide de outro sistema solar surpreende astrônomos

Publicado Afotorm - 21/11/2017

Rocha, semelhante a um charuto, chamou atenção de cientistas por suas características incomuns e por ingressar no sistema estelar do qual a Terra faz parte


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M. Kornmesser / European Southern Observatory

Cientistas da Nasa descobriram, pela primeira vez na história, um objeto de outro sistema estelar atravessando o sistema solar do qual a Terra faz parte. Classificado como asteroide pela União Astronômica Internacional, ele foi batizado de "Oumuamua" por ter sido descoberto atravessando a órbita de Marte no telescópio da Universidade de Havaí, nos Estados Unidos. A novidade foi divulgada, nesta segunda-feira (20), em artigo na revista científica Nature.
— Por décadas, propusemos teorias de que objetos interestelares estariam por aí. Agora, pela primeira vez, temos evidências de que eles existem. Essa descoberta importante para a história vai abrir uma janela de estudos para compreender a formação de sistemas solares além do nosso — afirmou Thomas Zurbuchen, astrônomo da Nasa em Washington.
As características físicas da rocha, no entanto, despertam uma série de questionamentos. Pontiguada e na forma de um charuto, ela tem 400m de comprimento e cerca de 40m de largura, o que nunca foi observado em cometas, asteroides e outros objetos em nosso sistema solar. As diferenças, dizem os cientistas, podem nos trazer pistas sobre como são formados outros sistemas solares.
O palpite dos pesquisadores é de que Oumuamua ("o mensageiro de longe que chega primeiro", no dialeto havaiano), é denso, tem metais, mas não tem água ou gelo, e é avermelhado devido ao efeito da radiação de raios cósmicos que recebeu por milhões de anos.
No artigo, os astrônomos afirmam que Oumuamua está viajando há milhões de anos sem estar ligado a um sistema solar antes de chegar por aqui. Os relatos afirmam que o asteroide se movimenta a 38,3 km/s e gira como uma broca, dando uma volta em torno de si mesmo a cada 7,3 horas. Em janeiro, ele deve atravessar a órbita de Saturno e, ao deixar nosso sistema solar, dirigir-se para a constelação de Pégasus.

 


Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br