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Forte Junqueira e Base Naval são confirmados como patrimônio cultural

Publicado Afotorm - 11/12/2017

Estruturas se destacam por sua importância histórica na região

Foto: Kleverton Velasques/PMC

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Forte Junqueira foi construído no século XIX para defender a fronteira na parte oriental de Corumbá.

Fortificações de Mato Grosso do Sul passaram a integrar, nesta terça-feira (5), o Patrimônio Cultural Brasileiro. Portaria publicada no Diário Oficial da União acatou, depois de três anos, decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) relativa as estruturas do Forte Junqueira, em Corumbá, e da Base Naval de Ladário.
Para o Iphan, as edificações do século XIX não se destacam pela arquitetura, mas sim pela importância histórica "por constituírem testemunhos do processo que envolveu a Guerra do Paraguai". Ambas foram contruídas em pontos diferentes, a fim de manter bases militares na fronteira, impedir novos ataques e à requisição pela Argentina de território paraguaio junto ao atual Mato Grosso do Sul. A base, por exemplo, mantém acervo com 15 peças de artilharia.

O Forte Junqueira leva o nome do ministro da Guerra, Dr. João José de Oliveira Junqueira, que o mandou construir. Ele integrava um sistema com outras quatro fortificações de defesa do Exército. Hoje sua conservação está a cargo do 17º Batalhão de Fronteira.

Aprovado - Conselho Consultivo do Iphan já havia aprovado, durante reunião em setembro de 2014, o processo de tombamento e registro das edificações em Corumbá e Ladário. Hoje portaria assinada pela ministra interina da Cultura, Mariana Ribas, ratificou a decisão.

A estrutura do conselho é formada por especialistas de diversas áreas, tais como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. São 23 conselheiros representando os ministérios da Educação, Cidades, Turismo, o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil), Icomos (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), SAB (Sociedade de Arqueologia Brasileira), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Ibram (Instituto Brasileiro dos Museus) e ABA (Associação Brasileira de Antropologia), assim como outros 13 integrantes da sociedade civil, com conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

 

 

 

Por Kleber Clajus

Fonte: www.campograndenews.com.br