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Pescador de lagostas descobre naufrágio de 30 anos em Serrambi-PE

Publicado Afotorm - 27/02/2018

Embarcação que pode ter afundado há 30 anos foi achada perto de Serrambi e se junta a outras dezenas

Foto: Assessoria

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Uma embarcação de aproximadamente 50 metros de comprimento é a mais recente descoberta no fundo do mar perto da costa brasileira. O achado está 13 milhas náuticas a leste de Serrambi, no município de Ipojuca, no Grande Recife. A distância equivale a 24 quilômetros. Chegar lá, saindo da praia, é como ir do Marco Zero do Recife até pouco depois do centro de Abreu e Lima. Pela forma como está incorporada ao ambiente, já repleta de vida marinha, a nau pode ter afundado há cerca de 30 anos. Ao longo dos 187,5 quilômetros do litoral de Pernambuco, estima-se que tenham ocorrido 300 naufrágios desde o período colonial. Desses, mais de 110 já são catalogados, e 25, visitados por pesquisadores e aventureiros.

A localização do naufrágio em Serrambi ocorreu no fim do ano passado, por um pescador de lagostas de Maragogi, em Alagoas. Os rumores se espalharam no Litoral Sul de Pernambuco até chegarem aos ouvidos do mergulhador Rodrigo Lacerda, 42 anos, que é proprietário da empresa Abissal Mergulho e atua levando interessados em explorar outras embarcações naufragadas em pontos já mapeados. "Comecei a pesquisar e achei o pescador. Ele nos levou lá. Montamos uma expedição, partimos em busca de dados e coordenadas e achamos o naufrágio. Fizemos as primeiras fotos. Foi emocionante, para quem trabalha com isso há tanto tempo, achar um tesouro escondido já repleto de uma vida marinha incrível", relata.

A expedição ocorreu na última terça-feira. Rodrigo, que mergulha desde 1993, acredita que o achado se trate de um batelão, tipo de embarcação de fundo chato mais usada para o transporte de cargas em águas pouco profundas, geralmente de rios, mas que também pode ser usada em mares. O convés dela está a 43 metros de profundidade. "Surpreendeu se tratar, provavelmente, de uma embarcação usada para o transporte de carga em rios. É estranho estar ali. Está muito longe da costa para uma embarcação para rios. É algo que terá que ser pesquisado. Conseguimos observar algumas coisas, como um timão, acredito que para abrir comportas. Não tem carga nenhuma, está cheio de areia. Ainda não conseguimos analisar os sedimentos, a areia que achamos. É algo ainda muito recente", detalha Rodrigo, que prepara-se para comunicar o caso à Capitania dos Portos.

Não é a primeira vez que o mergulhador se depara com uma descoberta. Em janeiro de 1999, ele foi com amigos explorar o rebocador Marte, que havia sido afundado de maneira proposital um ano antes. Acabou perdendo uma de suas nadadeiras e pediu que o restante do grupo seguisse enquanto ele procurava seu equipamento. Foi quando, acidentalmente, encontrou argolas de uma embarcação desconhecida. Foram necessários três dias de mergulho para descobrir as primeiras informações sobre o achado, que já estava muito descaracterizado. Não à toa: acredita-se que esteja sob a água desde o ano 1700. Foi batizado como Galeão de Serrambi, em referência a um tipo de navio antigo com quatro mastros usado para o transporte de cargas de alto valor entre os séculos 16 e 17. Mas já há versões que indicam se tratar de outro tipo de embarcação.

 

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Por: Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco em 25/02/18 às 09H00, atualizado em 26/02/18 às 13H07

Fonte: Folha PE