O contedo desta pgina requer uma verso mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Estudo revela presença humana na Amazônia há 800 anos

Publicado Afotorm - 02/04/2018

Pesquisadores estimam que ali viveram de 500 mil a um milhão de pessoas

Foto: University of Exeter/PA

rolim-de-moura

O novo estudo revelou detalhes dos 81 lugares na bacia do Alto Tapajós com vestígios do período entre 1250 dC e 1500 dC

As pessoas achavam que a Amazônia era uma floresta tropical inabitada antes dos europeus aparecerem. Mas pesquisadores dizem ter encontrado uma nova evidência de que havia atividade humana cerca de 800 anos antes da chegada dos europeus às Américas e que a área foi lar de até um milhão de pessoas.

O estudo internacional com participação brasileira foi publicado na última terça-feira, 27, na revista Nature Communications. A pesquisa teve participação de cientistas da Universidade de Exeter (Reino Unido), da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (UEMT).

O novo estudo revelou detalhes dos 81 lugares na bacia do Alto Tapajós com vestígios, do período entre 1250 dC e 1500 dC, de presença humana, como fortificações, cerâmicas, machados de pedra polida e geoglifos (valas escavadas na terra que formam grandes desenhos).

O estudo explica como eles descobriram a área por imagem de satélite e como eles acharam evidências de atividade humana. O grupo realizou expedições a 24 dos sítios arqueológicos, onde encontraram peças como cerâmicas e ferramentas, que indicam atividade humana. Os pesquisadores estimam que ali viveram de 500 mil a um milhão de pessoas.

"Há uma concepção comum equivocada de que a Amazônia é uma paisagem intocada, onde só vivem comunidades nômades muito esparsas. Mas não é o caso. Nós descobrimos que algumas populações em áreas distantes dos rios principais eram muito maiores que o que se previa – e o impacto dessas pessoas no ambiente ainda pode ser visto hoje", disse um dos autores do estudo, Jonas Gregório de Souza, do departamento de Arqueologia da Universidade de Exeter.

 

Fonte: Opiniao e Noticia.com.br