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Arqueólogos encontram estrutura de loja que vendia escravos no Rio

Publicado Afotorm - 11/08/2018

"Vende-se um lote de lindos moleques de 10 a 20 annos, pretas moças e officiaes de ofícios, vindos do norte no último vapor, juntos ou separados, são todos sadios e sem defeito: na rua dos Ourives, 221", dizia o texto em jornal da época, pista que arqueologos usaram para encontrar a edificação.

Foto: © Divulgação/Oscar Liberal/IpHan

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A estrutura de uma loja que vendia escravos no século XIX foi encontrada por arqueólogos na Rua Miguel Couto, próximo a região de Avenida Marechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro.
Segundo revela o jornal O Globo, os pesquisadores foram contratados pelo Consórcio VLT para realizar sondagens na zona. Os arqueólogos acreditam que, além de terem encontrados os alicerces da antiga loja, também localizaram um conjunto de poços e uma bola de ferro, semelhante àquelas colocadas nas pernas de escravos para evitar fugas.

Para chegar à descoberta, os pesquisadores se basearam em um anúncio publicado no jornal do Commercio, em 10 de janeiro de 1863. "Vende-se um lote de lindos moleques de 10 a 20 annos, pretas moças e officiaes de ofícios, vindos do norte no último vapor, juntos ou separados, são todos sadios e sem defeito: na rua dos Ourives, 221", dizia o texto.

Eles compararam os endereços dos anúncios com um mapa atual da região e conseguiram encontrar o sítio arqueológico.

Além disso, segundo revela o Globo, outra descoberta no trecho da Rua Marechal Floriano por onde passará o VLT indicou a possível existência de um cemitério de pretos novos junto ao Largo de Santa Rita.

O achado no terreno para as obras de implantação do último trecho do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) fez com que as obras ficassem paradas cinco meses, aguardando liberação dos órgãos de proteção ao patrimônio.


Fonte: www.noticiasaominuto.com.br